19.10.09

 

... dos meus colegas de trabalho, rumo a doze dias de férias, para terminar no desemprego.

 

Pois é. Já se passaram os seis meses de contrato de trabalho e chegou a altura de vir embora.

 

Sinceramente, gostei desta experiência, que foi bem diferente do que tinha feito até agora e muito longe da minha área de formação. Passo a explicar: tenho formação em Comunicação Social e o meu último trabalho - este portanto - foi Distribuidora Postal, mais conhecida por Carteira.

 

Tive muito contacto com pessoas diferentes e tive um grupo de trabalho fantástico - na sua maioria homens, que não me vou esquecer deles tão cedo.

 

Fica agora a esperança de não voltar a estar um ano desempregada e em último talvez regressar aos correios, algo que eu gostava muito.

 

Fiquei com muitas lembranças, pessoas que foram muito queridas comigo e com as quais simpatizei imenso e momentos maravilhosos. Nos poucos minutos que estava com os meus destinatários - como um colega dizia - vivia também as suas alegrias, as suas tristezas, ouvi os seus problemas, as suas aventuras e desventuras com a família, com os amigos ou simplesmente com os seus cãezinhos ou gatinhos.

Nunca tinha tido a percepção de que o Carteiro, no fundo, tinha tanta importância para as pessoas. Não há outra palavra para descrever: foi tudo fantástico!

 

link do postescrito por anid, às 19:38  opina à-vontade

24.4.09

Este blog foi criado em parte para descarregar todas as frustrações de desempregada. Meses depois e depois de tantos currículos enviados, continuo na mesma situação e não vejo melhoras.

 

Tenho casa alugada com o meu namorado (que caso raro, ao fim de meio ano a trabalhar, passou a efectivo) e o ordenado dele é o único para fazer face às despesas da casa. Ora, como as nossas economias não duram para sempre (ainda tenho um caso a decorrer em tribunal contra o meu ex-patrão, que ficou a dever-me dois meses de salário, mais proporcionais), começamos a contar os trocos todos os santos dias.

 

Hoje decidi ir à Segurança Social para ver se podia ter alguma ajuda. Sendo que a última vez que trabalhei durou apenas dois meses, não tive direito a subsídio de desemprego. Mas, como o meu namorado ganha pouco mais do ordenado mínimo nacional, também não tenho direito a receber o subsídio de reinserção social.

 

Daqui a nada, temos que voltar com o 'rabinho entre as pernas' para casa dos meus pais ou da mãe dele ou então mudarmo-nos para uma casa ainda mais pequena do que aquela onde estamos. Ou mesmo para um quartinho...

 

Quero trabalhar e não tenho oportunidade e mesmo sem nos metermos em loucuras como muitos fazem com empréstimos, daqui a nada não conseguimos cumprir com as nossas responsabilidades de casa.

 

Estamos num país de merda, que nem ajuda os desempregados nem cria empregos.

 

link do postescrito por anid, às 19:24  cusquices (5) opina à-vontade

24.3.09

E esta vem mesmo a calhar...

 

 

link do postescrito por anid, às 20:05  opina à-vontade

Pois, hoje foi mais um dia em que me aperaltei, me maquilhei, calcei uns sapatos de tacão bicudos e fui a entrevista de emprego.

 

Apesar de ser numa área em que tenho já experiência e eu já conhecer mais ou menos o produto que a empresa oferece, pois já trabalhei numa idêntica, somos tantas/os à procura do mesmo, que já só permanece uma pequena esperança aqui no meu íntimo.

 

link do postescrito por anid, às 19:58  opina à-vontade

9.3.09

Como desempregada que ainda sou/ estou, tempo livre é o que não me falta. O problema maior é como aproveitá-lo. Moro perto da Avenida de Gaia e com frequência passeio durante a tarde a pé para cima e para baixo, entrando e saindo das lojas, como é óbvio, na maioria das vezes, saindo de mãos a abanar...

 

Bem, mas hoje foi diferente. 'Está um dia lindo', disse-me o meu marido ao telemóvel, 'sai de casa. Aproveita o sol'. E foi o que fiz.

O Jardim Soares de Reis fica a poucos metros da minha casa e como tal levei um livro ('Pecado na noite', Tami Hoag) e realmente aproveitei o sol. Sentei-me numa mesa e lá fiquei durante quase duas horas!

 

link do postescrito por anid, às 19:49  opina à-vontade

10.12.08

A ida a uma entrevista, após um ano no desemprego, já não é novidade nenhuma para mim e se antes me sentia nervosa, hoje é apenas uma ligeira comichão no estômago.

 

As bofetadas já foram tantas, que o entusiasmo de alguém me ligar a dizer para ir a uma entrevista já não é nenhum. 'Que bom, vou a mais uma entrevista...', penso.

 

Já desisti de dizer que tenho algo marcado aos meus pais. Pois se eu já perdi essa sensação, eles ficam esperançados a cada ida e depois muito desiludidos com cada nega.

 

É desesperante que ao fim de tantos envios de currículos e de meia dúzia de entrevistas, continue desempregada.

 

Hoje fui a uma entrevista através de uma empresa de trabalho temporário. É certo que o que a senhora disse é verdade, que pouco mais do que o ordenado mínimo para uma pessoa que vive em Gaia e tem que ir trabalhar para o Freixieiro (Matosinhos/Maia, Est. Nac. 107) não é fácil. Mas senti que fui perder o meu tempo. Então se tinham o meu contacto móvel, é porque tinham os meus dados e se à partida isso seria um elemento eliminatório (nota: morar mais ou menos longe), mais valia nem sequer me terem chamado...

 

Amanhã tenho mais uma entrevista. Veremos se vou sair de lá tão frustrada como hoje.

 

Se não recebesse hoje um casal amigo em casa, apenas me apetecia fechar no quarto às escuras e ficar lá a lamentar-me...

link do postescrito por anid, às 18:58  opina à-vontade

20.11.08

Às vezes penso que já não há solução para esta vida de infortúnio como desempregada, pois tal como eu, há várias pessoas e andamos todas à procura do mesmo: uma oportunidade de poder trabalhar, de poder mostrar as nossas capacidades laborais, de poder ajudar no sustento da casa.

 

Às vezes apetece-me fechar os olhos para que por breves instantes este imbróglio que sinto no estômago se desvaneça. Mas não e isso que faz desaparecer os problemas, a ansiedade regressa sempre.

 

Às vezes tenho medo que por estar tanto tempo sem trabalhar, não seja capaz de me adaptar à realidade laboral - apesar da vontade de me inserir, de me tornar um pessoa em mínimas condições financeiras - ser muita. Tenho receio que o que digo ser capaz de fazer nas entrevistas se revele como uma premissa falsa e depois tudo se volte a desmoronar.

 

Às vezes... Não, nos últimos tempos tem-me perseguido uma falta de entusiasmo quando vejo um anuncio em que as minhas capacidades - reais ou não - são compatíveis, já não sinto entusiasmo quando me telefonam a marcar uma entrevista.

 

Às vezes... Sempre que saio de uma entrevista sinto-me deprimida. Não sei explicar muito bem, mas acho que a esperança que me acompanhava desapareceu e a única coisa que me resta é a motivação de pensar que a mina vida não seja apenas estar no desemprego. É algo mais...

 

Às vezes apetece-me mandar tudo para aquele sítio e fugir, fugir para bem longe, na ilusão que nesse outro sítio tudo vai ser diferente, tudo vai ser conforme eu desejo.

 

Às vezes...

link do postescrito por anid, às 12:32  opina à-vontade

19.11.08

... de emprego.

 

Queria ficar contente ou pelo menos um pouco animada de pelo menos o meu CV ter chamado a atenção a alguém. Porém as coisas não são bem assim. Infelizmente o sentimento que se tem vindo a apoderar de mim é de apatia. Vou à entrevista porque tenho que pelo menos tentar, tenho que pelo menos tentar conseguir arranjar um emprego que me ajude a pagar as contas e que me façam concretizar alguns sonhos, nem que seja apenas uma camisola numa loja dos chineses - nada contra eles...

 

Veremos como corre...

 

Quando se é desempregada de longa duração - ou a caminho de - é difícil manter constantemente o optimismo, mas tento. A minha vida nos últimos meses não tem passado disso: de tentativas nas mais variadas situações.

sinto-me:
link do postescrito por anid, às 11:53  opina à-vontade


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